Eu sou uma metamorfose ambulante...

Minha foto
Fortaleza, Ceará, Brazil
Nordestino que ama a terra onde pisa e a cidade onde nasceu. Eclético por formação e escolhas. Sempre buscando uma ideologia para viver, não para se apegar como verdade absoluta, apenas para viver... Um ser que valoriza a vida humana em sua plenitude.
Mostrando postagens com marcador espiritualidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador espiritualidade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

V Jornada Teológica FTL Nordeste - Jesus Cristo e Salvação.

Em meados dos anos 2000, quando eu ainda era estudante de teologia, participei desse evento que foi em Paripueiras - Alagoas. Era abril de 2007 e segue alguns insights que consegui anotar. 

Ministrado por Orivaldo Jr., a reflexão foi baseada do texto de Hebreus 2:3: "A Salvação.".

- "A busca humana por salvação, pois nos sentimos perdidos."

- "Nem toda religião é salvacionista."

- "Cristo é o princípio da salvação para o cristianismo."

- "Quem é Jesus Cristo no Brasil?"

- "Os sentidos da cruz: sacrfício, vitória, perdão, exemplo moral."

- "O cristianismo e a complexa arquitetura da salvação (Hb 5:12)."

- "O quadro atual: abrangência da salvação. Neo: novo no sentido de algo que era melhor e foi renovado."

- "A mudança paradigmática da teologia integral: um inventário da soterologia vigente."

- "Devemos testemunhar o Evangelho no social."

quarta-feira, 25 de março de 2020

Isolar para depois celebrar!


“Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.”
Salmos 126:1

  Nesse período de quarentena em que fomos submetidos, tive a oportunidade de rever muitas coisas. Entre elas, minhas leituras espirituais e minhas reflexões sob uma perspectiva cristã.
O primeiro texto que li foi esse do livro de Salmos. E como achei pertinente para nossos dias. Aqui estamos falando de um período em que o povo de Israel celebrava a liberdade depois do cativeiro babilônico. E isso me levantou duas reflexões.

1) A atitude do salmista ao descrever como eles estavam se sentindo, é a ação de quando saímos de alguma situação triste, ruim, chata. Ele escreve: “estávamos como os que sonham”. Ao sairmos de uma situação de isolamento, prisão, cativeiro, quarentena, é como se estivéssemos sonhando. Afinal, aquilo que é o real. E nem parece com a outra “realidade” que vivíamos.
  Platão define bem isso na sua alegoria da caverna. Ao sairmos da caverna, e olharmos tudo que é novo, tudo que é belo, tudo que é perfeito, estaremos assim vivendo o mundo inteligível, é essa sensação de felicidade, de alegria, se dá pelo simples fato que agora temos como viver uma vida plena.

2) Ainda no capítulo do texto em questão o autor escreve: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.” (v. 6)
Os judeus aprenderam que uma situação de tristeza e sofrimento pode nos ensinar a termos uma nova postura diante dos bons momentos. Fazendo algumas analogias e respeitando cada situação, podemos dizer o mesmo do nosso momento. Se estamos cumprindo com as orientações da OMS, em ficarmos isolados, se estamos cuidando uns dos outros ao vivenciar essa quarentena, mesmo que isso cause sensações ruins. Mesmo que isso nos traga tristeza e solidão. Estamos guardando a melhor parte para depois. Fazemos isso com a ideia da alegria que teremos em ver nossos amigos e familiares saudáveis e bem.
  Os epicuristas ensinavam que não devemos ter medo da morte, pois somente assim podemos viver uma vida plena e aproveitar cada momento. Não é pra correr pra morte, mas apenas entender que a vida é mais maravilhosa quando vivemos em totalidade.

Somente cumprindo com as orientações e crendo que em breve poderemos celebrar do mesmo jeito que o povo de Israel:
“Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico” (v.2).

Soli Deo Gloriae.
Naquele que defende ficarmos em casa para protegermos os mais vulneráveis,
Ítalo Colares.

domingo, 10 de setembro de 2017

Só por hoje....

Só por hoje procurarei viver exclusivamente este meu dia sem tentar resolver de imediato o prolema de toda minha existência.

Só por hoje terei o máximo cuidado com meu modo de tratar as pessoas: sendo delicado em minhas manteiras, não criticando a ninguém, não pretendendo melhorar ou disciplinas ninguém, a não ser a mim.

Só por hoje me sentirei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só no outro mundo, mas também neste.

Só por hoje ajustar-meei à realidade, sem procurar que as coisas se ajustem os meus próprios desejos. Aceitarei o que o destino me oferecer e a isso me adaptarei.

Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura; lembrando-me de que assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida da minha alma. 

Só por hoje exercitarei meu espírito de dois modos: farei uma boa ação  sem contá-la a ninguém e farei uma coisa de que não gosto, de que não tenho vontade de fazer, como disciplina, se for ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

Só por hoje farei um programa bem completo do meu dia. É possível que não o siga exatamente, mas em todo caso o terei, e me guardarei de duas calamidades: a pressa e a indecisão.

Só por hoje terei meia hora de quietude a sós e, então, repousarei. Durante essa meia hora, procurarei obter uma melhor perspectiva da minha vida.

Só por hoje ficarei firme na fé, com a certeza de que a divina providência se ocupa de mim, como se somente eu existisse no mundo, ainda que as circunstâncias manifestem o contrário. 

João XXIII
- doxa
+ episteme.

Ítalo Colares