Eu sou uma metamorfose ambulante...

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Fortaleza, Ceará, Brazil
Nordestino que ama a terra onde pisa e a cidade onde nasceu. Eclético por formação e escolhas. Sempre buscando uma ideologia para viver, não para se apegar como verdade absoluta, apenas para viver... Um ser que valoriza a vida humana em sua plenitude.
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domingo, 22 de agosto de 2021

LEONARDO BOFF NA UFC - 05 DE DEZEMBRO DE 2007.


Leornardo Boff, teólogo, escritor, filósofo e professor universitário. Esteve na UFC no curso de Direito no em dezembro de 2007. E claro que como bom admirador da teologia da libertação tive que presenciar esse momento. 

Abaixo segue alguns insghits que consegui registrar. 

- "Três problemas atrapalham a sustentabilidade: governo - mercantilismo - coronelista. "

- "O nosso desafio é fazer com que a Terra tenha força para se regenerar."

- "O presidente da França nos alertou: ou mudamos ou morremos."

- "20% da humanidade consome 80% da Terra - Esse é modo de produação capitalista."

- "Ajudar a libertar a Terra, uma visão mais aprimorada da teologia da libertação."

- "Nova ética, novos comportamentos."

- "A maior crise da humanidade é a crise da sensibilidade - Betinho."

- "Cooperação é da essência do ser humano."

- "A juventude deve resgatar a capacidade de sonhar."











sábado, 24 de julho de 2021

MINI-CURSO: LITERATURA E POLÍTICA EM SARTRE (IV SEMINÁRIO DO GRUPO DE ESTUDOS SARTRE)

 Olá, no dia 30 de setembro de 2011 participei do mino curso mencionado no título deste post. Aconteceu na Universidade Estadual do Ceará, no Centro de Humanidades. 

O mini curso tinha como temática a literatura e a politica de Sartre e a questão do engajamento.

Consegui algumas anotações e ideias, que estão logo abaixo:

"Quando você não se engaja você não pode reclamar."

"Fala (escrita) e ação são formas de engajamento."

"A maior forma de covardia é o silência. Se você não se expressa você não se engaja."

"A literatura provoca"

"O enjamento literário é uma questão de modificar-lhe o sentido deixando de fazer o sentido deixando de fazer disso um fim em si, para tentar fazê-las servir às causas sociais." (Benoit Denis)

"É inegável que sempre existiu uma literatura de combate preocupada em tomar parte nas controvérsias políticas.

"No engajamento você de saber o que falar e como falar (ter provas)."

"Que é literatura? Jean-Paul Sartre - o engajemento literário leva a uma consciência do papel social do escritor."

"O escritor é mediador por excelência, e o seu engajemento é a mediação."

"Não se pode falar de cidadania, se o governo não promove meios para que isso ocorra. A cidadania é uma falácia."

"Ninguém consegue sabotar um programa de qualidade mais depressa do que um líder que não se engaja." (George Kent, literário).







sexta-feira, 23 de julho de 2021

MINI-CURSO: LITERATURA E POLÍTICA EM SARTRE (IV SEMINÁRIO DO GRUPO DE ESTUDOS SARTRE)

Olá, no dia 29 de setembro de 2011 participei do mino curso mencionado no título deste post. Aconteceu na Universidade Estadual do Ceará, no Centro de Humanidades. 

O mini curso tinha como temática a literatura e a politica de Sartre na obra As moscas.

Consegui algumas anotações e ideias, que estão logo abaixo:

"A peça As Moscas tem base filosófica na obra Ser e o Nada, onde afirma o seu existencialismo ateísta."

"Deus é a nossa covardia."

"Nas obras de Sartre os aspectos são: liberdade, responsabilidade e engajamento."

"Tragédia grega: morte e sofrimento."

"Tragédia em Sartre: angústia, pois a morte é consequência de nossas escolhas."

"Na peça As Moscas, a personagem Júpiter retrata a igreja."

"Para Sartre, a personagem o pedagogo sempre está ligada a igreja e ao poder."

"As Moscas rainhas seriam o remorso causado pelo erro. As moscas são os medos."

"O herói sartreano falha. Todos os personagens partem do mesmo patamar."

"Júpiter é o senhor das moscas. Ou seja, a igreja lança o medo."

"O ser humano está condenado a construir o seu próprio destino- Teatro da Situação."

"Na peça As Moscas, Sartre defende a liberdade como absoluto.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Iº ENCONTRO DE FILOSOFIA NO SÉCULO XX

Olá, no dia 26 de setembro de 2011 participei do encontro mencionado no título deste post. Aconteceu na Universidade Estadual do Ceará, no Centro de Humanidades. Consegui algumas anotações e ideias, que estão logo abaixo:   

INTENCIONALIDADE: A TESE DE BRETANO HOJE - Prof. Dr. André Leclerc. 

"Todo fenômeno psíquico está caracterizado por aquilo que os escolásticos denominaram a in-existência intencional (ou mental) de um objeto (...)."

"TESE - todos os fenômenos psíquicos são caracterizados pela intencionalidade, é a marca exclusiva do mental.."

"Nenhum fenômeno físico exibe essa característica."

"Intencionalidade é direcionalidade para um objeto (intencional)."

"É ter como contéudo este objeto representado. (in-existência intencional), tese rejeitada mais tarde por Bretano (...)."

"Objetos intencionais podem existir ou não."

"Bretano quando introduz a intencionalidade na filosofia contemporânea remete aos medievais."

"A noção introduzida é de in-existência intencional. os medievais falavam desse objetivo."

"Fundar uma psicologia sobre uma base sólida."

"Psicologia genética x psicoogia descritiva.(Fenomenologia)."

"Cada estado , ato ou evento mental também tem, além de seu objeto intencional, um segundo objeto que é o próprio estado, ato ou evento mental; a percepção interna tem o próprio ato ou evento mental como objeto."

"Não se pode ter um objeto intencional num estado, ato ou evento mental sem ter consciência deste mesmo estado, ato ou evento."

"E ter consciência é ter consciência de algo."

"Todo fenômeno psíquico é uma representação ou um juízo baseado numa representação ou um fenômeno de amor e ódio baseado sobre um juízo por sua vez baseado numa representação."

"É possivel evitar uma concepção mágica da intencionalidade."

"Como um sistema físico, um organismo, por exemplo pode ter e manter estados que são acerca de distinto do próprio sistema físico?"

"A estrutura da intencionalidade: A qualidade do ato / A matéria do ato / O objeto do ato."

"A intencionalidade do ato (vertical) não caracteriza todas as vivências conscientes."

"Os objetos intencionais são os objetos dos estados intencionais."

"Os objetos intencionais são objetos comuns. Alguns objetos intencionais não existem. Logo, alguns objetos comuns não existem (?)."

"Devemos admitir que os objetos intencionais não formam uma classe, pois não tem uma natureza específica."

"Os objetos intencionais são objetos num sentido meramente esquemático."


sábado, 15 de agosto de 2020

ADIAMENTO

Se em certa altura 

Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita; 

Se em certo momento 

Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim; 

Se em certa conversa 

Tivesse dito frases que só agora, no meio-sono, elaboro – 

Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro 

Seria indiscutivelmente levado a ser outro também. 

(PESSOA, 1994, p. 371)



sábado, 6 de junho de 2020

Felicidade virou uma obrigação.


De um tempo para cá, tenho percebido uma obrigatoriedade da felicidade. Tudo parece que fornece felicidade, tudo é para sermos felizes, felicidade se torna o centro de nossas ações e pensamentos. E isso não é de todo ruim. O ruim é quando confundimos felicidade com obrigação de ter uma saúde mental. E aqui há uma enorme diferença. Pois saúde mental tem muito mais a ver com autoaceitação, saber resolver conflitos internos, lidar com afetos e desafetos, compreender aquilo que é bom ou ruim em nossas decisões e hábitos.
Então, nesse isolamento social percebo que é imposto pelas mídias, uma exigência de felicidade e serenidade, por parte de um grupo de pessoas, que possuem uma especialização sobre o tema. Mas vem cá, quem em plena pandemia, consegue ter constantemente bons pensamentos, andar tranquilamente, não desenvolver nenhuma crise de ansiedade? Quem? Caso aconteça de encontrar, das duas uma: ou é um ser alheio à pandemia que estamos vivendo, ou é um negacionista com sérios problemas cognitivos voluntários.
Falando em negacionistas e olavetes, os defensores de fake news, pessoas que são maléficas e defendem um fim de isolamento social de forma irresponsável, que não possuem nenhum compromisso com a vida humana, alienadas no discurso do presidente, embebidas de egoísmo e canalhice espiritual, são doentes e assim nos adoecem também. Com seus discursos alienantes e na base de um delírio coletivo.
Então, meus amigos e amigas, é muito normal não se sentir bem diante disso tudo. É desumano, exigir uma felicidade, uma alegria, uma normalidade dentro desse cenário que estamos vivendo. Sendo assim, sentimentos como ansiedade, medo, angústia, preocupação e alterações repentinas de humor, fazem parte de um sistema psíquico complexo, que está sendo analisado pelos especialistas. A melhor forma de amenizar essa situação, é entender que cada sujeito possui seu tempo e espaço. Procurar ajudar de especialista, não é garantia de felicidade, mas de necessidade.

Não passe por isso sozinho, se tiver condições financeiras de procurar uma ajuda especializada, faça! Conte com pessoas que possam contribuir para um equilíbrio na quarentena. Caso não tenha condições, converse com amigos, familiares que estejam passando pelo mesmo problema e que não sejam negacionistas. Procurar ajuda, não vai trazer felicidade, porém, um alívio de tensão nesses dias complicados. Afinal, felicidade de verdade, virá quando tudo isso passar, e ainda assim, deveremos olhar para trás e revisar os nossos erros para que não possamos cometê-los no novo normal que será vivido.

Naquele que está conosco na felicidade e na tristeza, 
Ìtalo Colares
Soli Deo Gloria

quarta-feira, 27 de maio de 2020

O prazer do pensar.

 "Perguntar e buscar é precisamente a raiz de toda ação do ser humano: o compreender, decidir e fazer humanos sopõem a função ontologicamente prévia, do perguntar, isto é, têm a estrutura de resposta a uma questão (téorica ou prática). O ser humano torna tudo questionável: o seu perguntar não pode terminar nem se esgotar. Esta constatação experencial motra que o perguntar ilimitado constitui a dimensão ontológica fundamental do ser humano. 

 Neste horizonte, sem confins, do perguntar humano há uma questão que se revela como a mais vital e próxima da existência, e como implicitamente presente em todas as outras questões: a pergunta do ser humano sobre si mesmo, sobre o sentido da sua vida. 

 Em todo o ato de perguntar, pensar, decidir e fazer, o homem vive a experiência de existir e tem a certeza vivencial de ser-ele-prórprio, que implica a questão - 'que sou eu?. Nesta experiência originária, imanente a todo ato humano, o ser humano sente-se confrontado com a pergunta acerca de si mesmo; vive a sua existência como recebida e originada, como imposta e não escolhida por ele e, por isso, como implicativa da questão sobre sua origem: de onde venho? Simultaneamente (em todo o ato humano) o ser humano experimenta-se como projeto, como liberdade orieantada para o futuro desconhecido (ainda não acontecido), e esta experiência implica a pergunta - para onde vou? A questão da origem e a do futuro formam o signo interrogante, que abarca a totalidade da vida."


ALFARO, Juan. In AMADO, J. e outros, O prazer de pensar, Lisboa: Setenta, s/d, p.64-65

quarta-feira, 25 de março de 2020

Isolar para depois celebrar!


“Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.”
Salmos 126:1

  Nesse período de quarentena em que fomos submetidos, tive a oportunidade de rever muitas coisas. Entre elas, minhas leituras espirituais e minhas reflexões sob uma perspectiva cristã.
O primeiro texto que li foi esse do livro de Salmos. E como achei pertinente para nossos dias. Aqui estamos falando de um período em que o povo de Israel celebrava a liberdade depois do cativeiro babilônico. E isso me levantou duas reflexões.

1) A atitude do salmista ao descrever como eles estavam se sentindo, é a ação de quando saímos de alguma situação triste, ruim, chata. Ele escreve: “estávamos como os que sonham”. Ao sairmos de uma situação de isolamento, prisão, cativeiro, quarentena, é como se estivéssemos sonhando. Afinal, aquilo que é o real. E nem parece com a outra “realidade” que vivíamos.
  Platão define bem isso na sua alegoria da caverna. Ao sairmos da caverna, e olharmos tudo que é novo, tudo que é belo, tudo que é perfeito, estaremos assim vivendo o mundo inteligível, é essa sensação de felicidade, de alegria, se dá pelo simples fato que agora temos como viver uma vida plena.

2) Ainda no capítulo do texto em questão o autor escreve: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.” (v. 6)
Os judeus aprenderam que uma situação de tristeza e sofrimento pode nos ensinar a termos uma nova postura diante dos bons momentos. Fazendo algumas analogias e respeitando cada situação, podemos dizer o mesmo do nosso momento. Se estamos cumprindo com as orientações da OMS, em ficarmos isolados, se estamos cuidando uns dos outros ao vivenciar essa quarentena, mesmo que isso cause sensações ruins. Mesmo que isso nos traga tristeza e solidão. Estamos guardando a melhor parte para depois. Fazemos isso com a ideia da alegria que teremos em ver nossos amigos e familiares saudáveis e bem.
  Os epicuristas ensinavam que não devemos ter medo da morte, pois somente assim podemos viver uma vida plena e aproveitar cada momento. Não é pra correr pra morte, mas apenas entender que a vida é mais maravilhosa quando vivemos em totalidade.

Somente cumprindo com as orientações e crendo que em breve poderemos celebrar do mesmo jeito que o povo de Israel:
“Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico” (v.2).

Soli Deo Gloriae.
Naquele que defende ficarmos em casa para protegermos os mais vulneráveis,
Ítalo Colares.