Eu sou uma metamorfose ambulante...

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Fortaleza, Ceará, Brazil
Nordestino que ama a terra onde pisa e a cidade onde nasceu. Eclético por formação e escolhas. Sempre buscando uma ideologia para viver, não para se apegar como verdade absoluta, apenas para viver... Um ser que valoriza a vida humana em sua plenitude.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

V Jornada Teológica FTL Nordeste - Jesus Cristo e Salvação.

Em meados dos anos 2000, quando eu ainda era estudante de teologia, participei desse evento que foi em Paripueiras - Alagoas. Era abril de 2007 e segue alguns insights que consegui anotar. 

Ministrado por Orivaldo Jr., a reflexão foi baseada do texto de Hebreus 2:3: "A Salvação.".

- "A busca humana por salvação, pois nos sentimos perdidos."

- "Nem toda religião é salvacionista."

- "Cristo é o princípio da salvação para o cristianismo."

- "Quem é Jesus Cristo no Brasil?"

- "Os sentidos da cruz: sacrfício, vitória, perdão, exemplo moral."

- "O cristianismo e a complexa arquitetura da salvação (Hb 5:12)."

- "O quadro atual: abrangência da salvação. Neo: novo no sentido de algo que era melhor e foi renovado."

- "A mudança paradigmática da teologia integral: um inventário da soterologia vigente."

- "Devemos testemunhar o Evangelho no social."

domingo, 22 de agosto de 2021

LEONARDO BOFF NA UFC - 05 DE DEZEMBRO DE 2007.


Leornardo Boff, teólogo, escritor, filósofo e professor universitário. Esteve na UFC no curso de Direito no em dezembro de 2007. E claro que como bom admirador da teologia da libertação tive que presenciar esse momento. 

Abaixo segue alguns insghits que consegui registrar. 

- "Três problemas atrapalham a sustentabilidade: governo - mercantilismo - coronelista. "

- "O nosso desafio é fazer com que a Terra tenha força para se regenerar."

- "O presidente da França nos alertou: ou mudamos ou morremos."

- "20% da humanidade consome 80% da Terra - Esse é modo de produação capitalista."

- "Ajudar a libertar a Terra, uma visão mais aprimorada da teologia da libertação."

- "Nova ética, novos comportamentos."

- "A maior crise da humanidade é a crise da sensibilidade - Betinho."

- "Cooperação é da essência do ser humano."

- "A juventude deve resgatar a capacidade de sonhar."











sábado, 24 de julho de 2021

MINI-CURSO: LITERATURA E POLÍTICA EM SARTRE (IV SEMINÁRIO DO GRUPO DE ESTUDOS SARTRE)

 Olá, no dia 30 de setembro de 2011 participei do mino curso mencionado no título deste post. Aconteceu na Universidade Estadual do Ceará, no Centro de Humanidades. 

O mini curso tinha como temática a literatura e a politica de Sartre e a questão do engajamento.

Consegui algumas anotações e ideias, que estão logo abaixo:

"Quando você não se engaja você não pode reclamar."

"Fala (escrita) e ação são formas de engajamento."

"A maior forma de covardia é o silência. Se você não se expressa você não se engaja."

"A literatura provoca"

"O enjamento literário é uma questão de modificar-lhe o sentido deixando de fazer o sentido deixando de fazer disso um fim em si, para tentar fazê-las servir às causas sociais." (Benoit Denis)

"É inegável que sempre existiu uma literatura de combate preocupada em tomar parte nas controvérsias políticas.

"No engajamento você de saber o que falar e como falar (ter provas)."

"Que é literatura? Jean-Paul Sartre - o engajemento literário leva a uma consciência do papel social do escritor."

"O escritor é mediador por excelência, e o seu engajemento é a mediação."

"Não se pode falar de cidadania, se o governo não promove meios para que isso ocorra. A cidadania é uma falácia."

"Ninguém consegue sabotar um programa de qualidade mais depressa do que um líder que não se engaja." (George Kent, literário).







sexta-feira, 23 de julho de 2021

MINI-CURSO: LITERATURA E POLÍTICA EM SARTRE (IV SEMINÁRIO DO GRUPO DE ESTUDOS SARTRE)

Olá, no dia 29 de setembro de 2011 participei do mino curso mencionado no título deste post. Aconteceu na Universidade Estadual do Ceará, no Centro de Humanidades. 

O mini curso tinha como temática a literatura e a politica de Sartre na obra As moscas.

Consegui algumas anotações e ideias, que estão logo abaixo:

"A peça As Moscas tem base filosófica na obra Ser e o Nada, onde afirma o seu existencialismo ateísta."

"Deus é a nossa covardia."

"Nas obras de Sartre os aspectos são: liberdade, responsabilidade e engajamento."

"Tragédia grega: morte e sofrimento."

"Tragédia em Sartre: angústia, pois a morte é consequência de nossas escolhas."

"Na peça As Moscas, a personagem Júpiter retrata a igreja."

"Para Sartre, a personagem o pedagogo sempre está ligada a igreja e ao poder."

"As Moscas rainhas seriam o remorso causado pelo erro. As moscas são os medos."

"O herói sartreano falha. Todos os personagens partem do mesmo patamar."

"Júpiter é o senhor das moscas. Ou seja, a igreja lança o medo."

"O ser humano está condenado a construir o seu próprio destino- Teatro da Situação."

"Na peça As Moscas, Sartre defende a liberdade como absoluto.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

PAPEL DA FILOSOFIA SEGUNDO HEGEL.

 


A tarefa da filosofia é entender o que é, pois o que é é a razão.

No que diz respeito ao indivíduo, cada um é filho de seu tempo. Do mesmo modo, a filosofia é seu tempo apreendido em pensamentos. Não é sensato crer que a filosofia possa ir além de seu tempo presente, do mesmo modo que imaginar que um indivíduo possa saltar por cima de seu tempo. E se uma teoria vai além da sua realidade e constrói um mundo tal como deve ser, este existirá por certo, mas somente em sua opinião, elemento maleável no qual se pode plasmar qualquer coisa. [...]

Para agregar algo mais sobre a pretensão de ensinar como deve ser o mundo, assinalemos, por outra parte, que a filosofia chega sempre tarde. Enquanto pensamento do mundo, aparece no tempo só depois que a realidade consumou o seu processo de formação e já se acha pronta. O que ensina o conceito o mostra com a mesma necessidade a história: só na maturidade da realidade aparece o ideal frente ao real, e erige a este mesmo mundo, apreendido em sua substância, na figura de um reino intelectual.

Quando a filosofia pinta com seus tons cinzentos é que já envelheceu uma figura da vida que suas penumbras não podem rejuvenescer, somente conhecer. A ave de Minerva [a filosofia] alça seu voo ao entardecer. 

Hegel, Principios da filosofia do direito.

sábado, 15 de agosto de 2020

ADIAMENTO

Se em certa altura 

Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita; 

Se em certo momento 

Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim; 

Se em certa conversa 

Tivesse dito frases que só agora, no meio-sono, elaboro – 

Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro 

Seria indiscutivelmente levado a ser outro também. 

(PESSOA, 1994, p. 371)



terça-feira, 21 de julho de 2020

O Barril e a Esmola

Zombavam de Diógenes. Além de morar num barril, volta e meia era visto pedindo esmolas às estátuas. Cegas por serem estátuas, eram duplamente cegas porque não tinham olhos – uma das características da estatuária grega. [...] 

Perguntaram a Diógenes por que pedia esmola às estátuas inanimadas, de olhos vazios. Ele respondia que estava se habituando à recusa. Pedindo a quem não o via nem o sentia, ele nem ficava aborrecido pelo fato de não ser atendido.
 
É mais ou menos uma imagem que pode ser usada para definir as relações entre a sociedade e o poder. Tal como as estátuas gregas, o poder tem os olhos vazados, só olha para dentro de si mesmo, de seus interesses de continuidade e de mais poder. 

A sociedade, em linhas gerais, não chega a morar num barril. Uma pequena minoria mora em coisa mais substancial. A maioria mora em espaços um pouco maiores do que um barril. E há gente que nem consegue um barril para morar, fica mesmo embaixo da ponte ou por cima das calçadas. 
Morando em coisa melhor, igual ou pior do que um barril, a sociedade tem necessidade de pedir não exatamente esmolas ao poder, mas medidas de segurança, emprego, saúde e educação. Dispõe de vários canais para isso, mas, na etapa final, todos se resumem numa estátua fria, de olhos que nem estão fechados: estão vazios. [...]

Diógenes de Sínope
Cony, Carlos heitor. o barril e a esmola. Folha de S.Paulo, 5 de jan. de 2000. (Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0501200006.htm>). Acesso em: 21 out. 2015.

sábado, 6 de junho de 2020

Felicidade virou uma obrigação.


De um tempo para cá, tenho percebido uma obrigatoriedade da felicidade. Tudo parece que fornece felicidade, tudo é para sermos felizes, felicidade se torna o centro de nossas ações e pensamentos. E isso não é de todo ruim. O ruim é quando confundimos felicidade com obrigação de ter uma saúde mental. E aqui há uma enorme diferença. Pois saúde mental tem muito mais a ver com autoaceitação, saber resolver conflitos internos, lidar com afetos e desafetos, compreender aquilo que é bom ou ruim em nossas decisões e hábitos.
Então, nesse isolamento social percebo que é imposto pelas mídias, uma exigência de felicidade e serenidade, por parte de um grupo de pessoas, que possuem uma especialização sobre o tema. Mas vem cá, quem em plena pandemia, consegue ter constantemente bons pensamentos, andar tranquilamente, não desenvolver nenhuma crise de ansiedade? Quem? Caso aconteça de encontrar, das duas uma: ou é um ser alheio à pandemia que estamos vivendo, ou é um negacionista com sérios problemas cognitivos voluntários.
Falando em negacionistas e olavetes, os defensores de fake news, pessoas que são maléficas e defendem um fim de isolamento social de forma irresponsável, que não possuem nenhum compromisso com a vida humana, alienadas no discurso do presidente, embebidas de egoísmo e canalhice espiritual, são doentes e assim nos adoecem também. Com seus discursos alienantes e na base de um delírio coletivo.
Então, meus amigos e amigas, é muito normal não se sentir bem diante disso tudo. É desumano, exigir uma felicidade, uma alegria, uma normalidade dentro desse cenário que estamos vivendo. Sendo assim, sentimentos como ansiedade, medo, angústia, preocupação e alterações repentinas de humor, fazem parte de um sistema psíquico complexo, que está sendo analisado pelos especialistas. A melhor forma de amenizar essa situação, é entender que cada sujeito possui seu tempo e espaço. Procurar ajudar de especialista, não é garantia de felicidade, mas de necessidade.

Não passe por isso sozinho, se tiver condições financeiras de procurar uma ajuda especializada, faça! Conte com pessoas que possam contribuir para um equilíbrio na quarentena. Caso não tenha condições, converse com amigos, familiares que estejam passando pelo mesmo problema e que não sejam negacionistas. Procurar ajuda, não vai trazer felicidade, porém, um alívio de tensão nesses dias complicados. Afinal, felicidade de verdade, virá quando tudo isso passar, e ainda assim, deveremos olhar para trás e revisar os nossos erros para que não possamos cometê-los no novo normal que será vivido.

Naquele que está conosco na felicidade e na tristeza, 
Ìtalo Colares
Soli Deo Gloria

quarta-feira, 27 de maio de 2020

O prazer do pensar.

 "Perguntar e buscar é precisamente a raiz de toda ação do ser humano: o compreender, decidir e fazer humanos sopõem a função ontologicamente prévia, do perguntar, isto é, têm a estrutura de resposta a uma questão (téorica ou prática). O ser humano torna tudo questionável: o seu perguntar não pode terminar nem se esgotar. Esta constatação experencial motra que o perguntar ilimitado constitui a dimensão ontológica fundamental do ser humano. 

 Neste horizonte, sem confins, do perguntar humano há uma questão que se revela como a mais vital e próxima da existência, e como implicitamente presente em todas as outras questões: a pergunta do ser humano sobre si mesmo, sobre o sentido da sua vida. 

 Em todo o ato de perguntar, pensar, decidir e fazer, o homem vive a experiência de existir e tem a certeza vivencial de ser-ele-prórprio, que implica a questão - 'que sou eu?. Nesta experiência originária, imanente a todo ato humano, o ser humano sente-se confrontado com a pergunta acerca de si mesmo; vive a sua existência como recebida e originada, como imposta e não escolhida por ele e, por isso, como implicativa da questão sobre sua origem: de onde venho? Simultaneamente (em todo o ato humano) o ser humano experimenta-se como projeto, como liberdade orieantada para o futuro desconhecido (ainda não acontecido), e esta experiência implica a pergunta - para onde vou? A questão da origem e a do futuro formam o signo interrogante, que abarca a totalidade da vida."


ALFARO, Juan. In AMADO, J. e outros, O prazer de pensar, Lisboa: Setenta, s/d, p.64-65