Eu sou uma metamorfose ambulante...

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Fortaleza, Ceará, Brazil
Nordestino que ama a terra onde pisa e a cidade onde nasceu. Eclético por formação e escolhas. Sempre buscando uma ideologia para viver, não para se apegar como verdade absoluta, apenas para viver... Um ser que valoriza a vida humana em sua plenitude.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

V Jornada Teológica FTL Nordeste - Jesus Cristo e Salvação.

Em meados dos anos 2000, quando eu ainda era estudante de teologia, participei desse evento que foi em Paripueiras - Alagoas. Era abril de 2007 e segue alguns insights que consegui anotar. 

Ministrado por Orivaldo Jr., a reflexão foi baseada do texto de Hebreus 2:3: "A Salvação.".

- "A busca humana por salvação, pois nos sentimos perdidos."

- "Nem toda religião é salvacionista."

- "Cristo é o princípio da salvação para o cristianismo."

- "Quem é Jesus Cristo no Brasil?"

- "Os sentidos da cruz: sacrfício, vitória, perdão, exemplo moral."

- "O cristianismo e a complexa arquitetura da salvação (Hb 5:12)."

- "O quadro atual: abrangência da salvação. Neo: novo no sentido de algo que era melhor e foi renovado."

- "A mudança paradigmática da teologia integral: um inventário da soterologia vigente."

- "Devemos testemunhar o Evangelho no social."

domingo, 22 de agosto de 2021

LEONARDO BOFF NA UFC - 05 DE DEZEMBRO DE 2007.


Leornardo Boff, teólogo, escritor, filósofo e professor universitário. Esteve na UFC no curso de Direito no em dezembro de 2007. E claro que como bom admirador da teologia da libertação tive que presenciar esse momento. 

Abaixo segue alguns insghits que consegui registrar. 

- "Três problemas atrapalham a sustentabilidade: governo - mercantilismo - coronelista. "

- "O nosso desafio é fazer com que a Terra tenha força para se regenerar."

- "O presidente da França nos alertou: ou mudamos ou morremos."

- "20% da humanidade consome 80% da Terra - Esse é modo de produação capitalista."

- "Ajudar a libertar a Terra, uma visão mais aprimorada da teologia da libertação."

- "Nova ética, novos comportamentos."

- "A maior crise da humanidade é a crise da sensibilidade - Betinho."

- "Cooperação é da essência do ser humano."

- "A juventude deve resgatar a capacidade de sonhar."











sábado, 24 de julho de 2021

MINI-CURSO: LITERATURA E POLÍTICA EM SARTRE (IV SEMINÁRIO DO GRUPO DE ESTUDOS SARTRE)

 Olá, no dia 30 de setembro de 2011 participei do mino curso mencionado no título deste post. Aconteceu na Universidade Estadual do Ceará, no Centro de Humanidades. 

O mini curso tinha como temática a literatura e a politica de Sartre e a questão do engajamento.

Consegui algumas anotações e ideias, que estão logo abaixo:

"Quando você não se engaja você não pode reclamar."

"Fala (escrita) e ação são formas de engajamento."

"A maior forma de covardia é o silência. Se você não se expressa você não se engaja."

"A literatura provoca"

"O enjamento literário é uma questão de modificar-lhe o sentido deixando de fazer o sentido deixando de fazer disso um fim em si, para tentar fazê-las servir às causas sociais." (Benoit Denis)

"É inegável que sempre existiu uma literatura de combate preocupada em tomar parte nas controvérsias políticas.

"No engajamento você de saber o que falar e como falar (ter provas)."

"Que é literatura? Jean-Paul Sartre - o engajemento literário leva a uma consciência do papel social do escritor."

"O escritor é mediador por excelência, e o seu engajemento é a mediação."

"Não se pode falar de cidadania, se o governo não promove meios para que isso ocorra. A cidadania é uma falácia."

"Ninguém consegue sabotar um programa de qualidade mais depressa do que um líder que não se engaja." (George Kent, literário).







sexta-feira, 23 de julho de 2021

MINI-CURSO: LITERATURA E POLÍTICA EM SARTRE (IV SEMINÁRIO DO GRUPO DE ESTUDOS SARTRE)

Olá, no dia 29 de setembro de 2011 participei do mino curso mencionado no título deste post. Aconteceu na Universidade Estadual do Ceará, no Centro de Humanidades. 

O mini curso tinha como temática a literatura e a politica de Sartre na obra As moscas.

Consegui algumas anotações e ideias, que estão logo abaixo:

"A peça As Moscas tem base filosófica na obra Ser e o Nada, onde afirma o seu existencialismo ateísta."

"Deus é a nossa covardia."

"Nas obras de Sartre os aspectos são: liberdade, responsabilidade e engajamento."

"Tragédia grega: morte e sofrimento."

"Tragédia em Sartre: angústia, pois a morte é consequência de nossas escolhas."

"Na peça As Moscas, a personagem Júpiter retrata a igreja."

"Para Sartre, a personagem o pedagogo sempre está ligada a igreja e ao poder."

"As Moscas rainhas seriam o remorso causado pelo erro. As moscas são os medos."

"O herói sartreano falha. Todos os personagens partem do mesmo patamar."

"Júpiter é o senhor das moscas. Ou seja, a igreja lança o medo."

"O ser humano está condenado a construir o seu próprio destino- Teatro da Situação."

"Na peça As Moscas, Sartre defende a liberdade como absoluto.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Iº ENCONTRO DE FILOSOFIA NO SÉCULO XX

Olá, no dia 26 de setembro de 2011 participei do encontro mencionado no título deste post. Aconteceu na Universidade Estadual do Ceará, no Centro de Humanidades. Consegui algumas anotações e ideias, que estão logo abaixo:   

INTENCIONALIDADE: A TESE DE BRETANO HOJE - Prof. Dr. André Leclerc. 

"Todo fenômeno psíquico está caracterizado por aquilo que os escolásticos denominaram a in-existência intencional (ou mental) de um objeto (...)."

"TESE - todos os fenômenos psíquicos são caracterizados pela intencionalidade, é a marca exclusiva do mental.."

"Nenhum fenômeno físico exibe essa característica."

"Intencionalidade é direcionalidade para um objeto (intencional)."

"É ter como contéudo este objeto representado. (in-existência intencional), tese rejeitada mais tarde por Bretano (...)."

"Objetos intencionais podem existir ou não."

"Bretano quando introduz a intencionalidade na filosofia contemporânea remete aos medievais."

"A noção introduzida é de in-existência intencional. os medievais falavam desse objetivo."

"Fundar uma psicologia sobre uma base sólida."

"Psicologia genética x psicoogia descritiva.(Fenomenologia)."

"Cada estado , ato ou evento mental também tem, além de seu objeto intencional, um segundo objeto que é o próprio estado, ato ou evento mental; a percepção interna tem o próprio ato ou evento mental como objeto."

"Não se pode ter um objeto intencional num estado, ato ou evento mental sem ter consciência deste mesmo estado, ato ou evento."

"E ter consciência é ter consciência de algo."

"Todo fenômeno psíquico é uma representação ou um juízo baseado numa representação ou um fenômeno de amor e ódio baseado sobre um juízo por sua vez baseado numa representação."

"É possivel evitar uma concepção mágica da intencionalidade."

"Como um sistema físico, um organismo, por exemplo pode ter e manter estados que são acerca de distinto do próprio sistema físico?"

"A estrutura da intencionalidade: A qualidade do ato / A matéria do ato / O objeto do ato."

"A intencionalidade do ato (vertical) não caracteriza todas as vivências conscientes."

"Os objetos intencionais são os objetos dos estados intencionais."

"Os objetos intencionais são objetos comuns. Alguns objetos intencionais não existem. Logo, alguns objetos comuns não existem (?)."

"Devemos admitir que os objetos intencionais não formam uma classe, pois não tem uma natureza específica."

"Os objetos intencionais são objetos num sentido meramente esquemático."


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

PAPEL DA FILOSOFIA SEGUNDO HEGEL.

 


A tarefa da filosofia é entender o que é, pois o que é é a razão.

No que diz respeito ao indivíduo, cada um é filho de seu tempo. Do mesmo modo, a filosofia é seu tempo apreendido em pensamentos. Não é sensato crer que a filosofia possa ir além de seu tempo presente, do mesmo modo que imaginar que um indivíduo possa saltar por cima de seu tempo. E se uma teoria vai além da sua realidade e constrói um mundo tal como deve ser, este existirá por certo, mas somente em sua opinião, elemento maleável no qual se pode plasmar qualquer coisa. [...]

Para agregar algo mais sobre a pretensão de ensinar como deve ser o mundo, assinalemos, por outra parte, que a filosofia chega sempre tarde. Enquanto pensamento do mundo, aparece no tempo só depois que a realidade consumou o seu processo de formação e já se acha pronta. O que ensina o conceito o mostra com a mesma necessidade a história: só na maturidade da realidade aparece o ideal frente ao real, e erige a este mesmo mundo, apreendido em sua substância, na figura de um reino intelectual.

Quando a filosofia pinta com seus tons cinzentos é que já envelheceu uma figura da vida que suas penumbras não podem rejuvenescer, somente conhecer. A ave de Minerva [a filosofia] alça seu voo ao entardecer. 

Hegel, Principios da filosofia do direito.

sábado, 15 de agosto de 2020

ADIAMENTO

Se em certa altura 

Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita; 

Se em certo momento 

Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim; 

Se em certa conversa 

Tivesse dito frases que só agora, no meio-sono, elaboro – 

Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro 

Seria indiscutivelmente levado a ser outro também. 

(PESSOA, 1994, p. 371)



segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Razão objetiva e Razão Subjetiva.

Quando se pergunta ao homem comum para explicar qual o significado do termo razão, a sua reação é quase sempre de hesitação e embaraço. […] Ao ser pressionado para dar uma resposta, o homem médio dirá que as coisas racionais são as que se mostram obviamente úteis, e que se presume que todo homem racional é capaz de decidir o que é útil para ele. […] Mas a força que basicamente torna possíveis as ações racionais é a faculdade de classificação, inferência e dedução, não importando qual o conteúdo específico dessas ações: ou seja, o funcionamento abstrato do mecanismo de pensamento. Este tipo de razão pode ser chamado de razão subjetiva. Relaciona-se essencialmente com meios e fins, com a adequação de procedimentos a propósitos mais ou menos tidos como certos e que se presumem autoexplicativos […].

Por mais ingênua e superficial que possa parecer esta definição de razão, ela é importante sintoma de uma mudança profunda de concepção verificada no pensamento ocidental no curso dos últimos séculos. Durante longo tempo predominou uma visão diametralmente oposta do que fosse a razão. Esta concepção afirmava a existência da razão não só como uma força da mente individual, mas também do mundo objetivo: nas relações entre os seres humanos e entre classes sociais, nas instituições sociais, e na natureza e suas manifestações. Os grandes sistemas filosóficos, tais como os de Platão e Aristóteles, o escolasticismo e o idealismo alemão, todos foram fundados sobre uma teoria objetiva da razão. Esses filósofos objetivavam desenvolver um sistema abrangente, ou uma hierarquia, de todos os seres, incluindo o homem e os seus fins. O grau de racionalidade de uma vida humana podia ser determinado segundo a sua harmonização com essa totalidade. A sua estrutura objetiva, e não apenas o homem e os seus propósitos, era o que determinava a avaliação dos pensamentos e das ações individuais. Esse conceito de razão jamais excluiu a razão subjetiva, mas simplesmente considerou-a como a expressão parcial e limitada de uma racionalidade universal, da qual se derivavam os critérios de medida de todos os seres e coisas. A ênfase era colocada mais nos fins do que nos meios. O supremo esforço dessa espécie de pensamento foi conciliar a ordem objetiva do "racional", tal como a filosofia o concebia, com a existência humana, incluindo o interesse por si mesmo e a autopreservação. Platão, por exemplo, idealizou a sua República a fim de provar que aquele que vive à luz da razão objetiva vive também uma vida feliz e bem-sucedida. 

Horkheimer, Eclipse da razão, p. 11-13


domingo, 2 de agosto de 2020

Escolhas e repercussão social.

Toda sociedade grande e complexa tem, na verdade, as duas qualidades: é muito firme e muito elástica. Em seu interior, constantemente se abre um espaço para as decisões individuais. Apresentam-se oportunidades que podem ser aproveitadas ou perdidas. Aparecem encruzilhadas em que as pessoas têm de fazer escolhas, e de suas escolhas, conforme sua posição social, pode depender seu destino pessoal imediato, ou o de uma família inteira, ou ainda, em certas situações, de nações inteiras ou de grupos dentro delas. 

Pode depender de suas escolhas que a resolução completa das tensões existentes ocorra na geração atual ou somente na seguinte. Delas pode depender a determinação de qual das pessoas ou grupos em confronto, dentro de um sistema particular de tensões, se tornará o executor das transformações para as quais as tensões estão impelindo, e de que lado e em que lugar se localizarão os centros das novas formas de integração rumo às quais se deslocam as mais antigas, em virtude, sempre, de suas tensões. Mas as oportunidades entre as quais a pessoa assim se vê forçada a optar não são, em si mesmas, criadas por essa pessoa. São prescritas e limitadas pela estrutura específica de sua sociedade e pela natureza das funções que as pessoas exercem dentro dela. E, seja qual for a oportunidade que ela aproveite, seu ato se entremeará com os de outras pessoas; desencadeará outras sequências de ações, cuja direção e resultado provisório não dependerão desse indivíduo, mas da distribuição do poder e da estrutura das tensões em toda essa
rede humana móvel.

Elias, Norbert. A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. p. 48

terça-feira, 21 de julho de 2020

O Barril e a Esmola

Zombavam de Diógenes. Além de morar num barril, volta e meia era visto pedindo esmolas às estátuas. Cegas por serem estátuas, eram duplamente cegas porque não tinham olhos – uma das características da estatuária grega. [...] 

Perguntaram a Diógenes por que pedia esmola às estátuas inanimadas, de olhos vazios. Ele respondia que estava se habituando à recusa. Pedindo a quem não o via nem o sentia, ele nem ficava aborrecido pelo fato de não ser atendido.
 
É mais ou menos uma imagem que pode ser usada para definir as relações entre a sociedade e o poder. Tal como as estátuas gregas, o poder tem os olhos vazados, só olha para dentro de si mesmo, de seus interesses de continuidade e de mais poder. 

A sociedade, em linhas gerais, não chega a morar num barril. Uma pequena minoria mora em coisa mais substancial. A maioria mora em espaços um pouco maiores do que um barril. E há gente que nem consegue um barril para morar, fica mesmo embaixo da ponte ou por cima das calçadas. 
Morando em coisa melhor, igual ou pior do que um barril, a sociedade tem necessidade de pedir não exatamente esmolas ao poder, mas medidas de segurança, emprego, saúde e educação. Dispõe de vários canais para isso, mas, na etapa final, todos se resumem numa estátua fria, de olhos que nem estão fechados: estão vazios. [...]

Diógenes de Sínope
Cony, Carlos heitor. o barril e a esmola. Folha de S.Paulo, 5 de jan. de 2000. (Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0501200006.htm>). Acesso em: 21 out. 2015.

domingo, 21 de junho de 2020

Imaginação Sociológica

O sociólogo Charles Wright Mills (1916-1962) designou a relação entre os indivíduos e a os processos históricos de Imagniação Sociológica, isto é, a capacidade que o ser humano perceber como parte de um coletivo, a sociedade. Isso direciona um maior entendimento soubre a individualidade e sua construção social. 

"O primeiro fruto dessa imaginação sociológica (...) é a ideia de que o indivíduo só pode comrpeender sua própria experiência e avaliar seu próprio destino localizando-o dentro de seu período; só pode conhecer suas possibilidades na vida tornando-se [consciente] das possibilidades de todas as pessoas, nas mesmas circunstâncias que ele, [...]. Sabe-se que todo indivíduo vive, de uma geração até a seguinte, numa determinada sociedade; que vive uma biografia, e que vive dentro de uma sequeência histórica. E pelo fato de viver, contribui, por menos que seja, para o condicionamento dessa sociedade e para o curso de sua história, ao mesmo tempo que é condicionado pela sociedade e pelo seu processo histórico."  
MILLS, C. Wright. A imaginação sociológica. Ed. 6ª. Rio de Janeiro: Zahar, 1982, p. 12.

sábado, 6 de junho de 2020

Felicidade virou uma obrigação.


De um tempo para cá, tenho percebido uma obrigatoriedade da felicidade. Tudo parece que fornece felicidade, tudo é para sermos felizes, felicidade se torna o centro de nossas ações e pensamentos. E isso não é de todo ruim. O ruim é quando confundimos felicidade com obrigação de ter uma saúde mental. E aqui há uma enorme diferença. Pois saúde mental tem muito mais a ver com autoaceitação, saber resolver conflitos internos, lidar com afetos e desafetos, compreender aquilo que é bom ou ruim em nossas decisões e hábitos.
Então, nesse isolamento social percebo que é imposto pelas mídias, uma exigência de felicidade e serenidade, por parte de um grupo de pessoas, que possuem uma especialização sobre o tema. Mas vem cá, quem em plena pandemia, consegue ter constantemente bons pensamentos, andar tranquilamente, não desenvolver nenhuma crise de ansiedade? Quem? Caso aconteça de encontrar, das duas uma: ou é um ser alheio à pandemia que estamos vivendo, ou é um negacionista com sérios problemas cognitivos voluntários.
Falando em negacionistas e olavetes, os defensores de fake news, pessoas que são maléficas e defendem um fim de isolamento social de forma irresponsável, que não possuem nenhum compromisso com a vida humana, alienadas no discurso do presidente, embebidas de egoísmo e canalhice espiritual, são doentes e assim nos adoecem também. Com seus discursos alienantes e na base de um delírio coletivo.
Então, meus amigos e amigas, é muito normal não se sentir bem diante disso tudo. É desumano, exigir uma felicidade, uma alegria, uma normalidade dentro desse cenário que estamos vivendo. Sendo assim, sentimentos como ansiedade, medo, angústia, preocupação e alterações repentinas de humor, fazem parte de um sistema psíquico complexo, que está sendo analisado pelos especialistas. A melhor forma de amenizar essa situação, é entender que cada sujeito possui seu tempo e espaço. Procurar ajudar de especialista, não é garantia de felicidade, mas de necessidade.

Não passe por isso sozinho, se tiver condições financeiras de procurar uma ajuda especializada, faça! Conte com pessoas que possam contribuir para um equilíbrio na quarentena. Caso não tenha condições, converse com amigos, familiares que estejam passando pelo mesmo problema e que não sejam negacionistas. Procurar ajuda, não vai trazer felicidade, porém, um alívio de tensão nesses dias complicados. Afinal, felicidade de verdade, virá quando tudo isso passar, e ainda assim, deveremos olhar para trás e revisar os nossos erros para que não possamos cometê-los no novo normal que será vivido.

Naquele que está conosco na felicidade e na tristeza, 
Ìtalo Colares
Soli Deo Gloria

sábado, 30 de maio de 2020

Direitos humanos, direito de bandido?

 "É muito comum encontrar pessoas que associam os direitos humanos com a defesa do crime ou ao menos dos criminosos. Essa associação não é fundada num simples equívoco, pois como os criminosos também são humanos, eles têm direitos. Se houve algo de revolucionário trazido pela Declaração Universal de 1948, foi a ideia de universalidade de direitos. Por universalidade entenda-se a proposição de que todas as pessoas, independentende de sua condição racial, econômica, social, ou mesmo criminal, são sujeitas aos direitos humanos. Neste sentido bandidos também têm direitos humanos. 

 A afirmação, no entanto, é falaciosa, quando busca forjar a ideia de que o movimento de direitos humanos apenas se preocupa com o direito dos presos e suspeitos, desprezando os direitos dos demais membros da comunidade. 

 Esta falácia começou a ser difundida no Brasil, no início do anos oitenta, por intermédio de programas de rádio e tablóides policiais. Como os novos responsáveis pelo combate à criminalidade no início da transição para a democracia haviam sido fortes críticos da violência e do arbítrio perpetrado pelo Estado, houve uma forte camapanha articulada pelos que haviam patrocinado a torutua e os desaparecimentos, para deslegitimar os novos governantes que buscavam reformar as instituições e pôr fim às práticas violentas e arbitárias por parte dos órgaos de segurança. Era fundamental para os conservadores demonstrar que as novas lideranças democráticas não tinham nenhuma condição de conter a criminalidade e que somente eles eram capazes de impor ordem à sociedade. Mais do que isso, os conservadores jamais toleraram a ideia de que os direitos deveriam ser estendidos às classes populares; de que, qualquer pessoa, independentemente de sua etnia, gênero, condição social ou mesmo condição de suspeito ou condenado, deveria ser respeitada como sujeito de direitos. 

 (...) É evidente que, ao se contrapor a toda a forma de exclusão e opressão, o movimento de direitos humanos não poderia deixar de incluir na sua agenda a defesa da dignidade daqueles que se encontram envolvidos com o sistema de justiça criminal. Isto não significa, porém, que o movimento de direitos humanos tenha se colocado, a qualquer momento, a favor do crime: aliás, a luta contra a impunidade tem sido uma das principais bandeiras dos militantes de direitos humanos. No entanto, esta luta deve estar pautadas em critérios éticos e jurídicos, estabelecidos pelos intrumentos de direitos humanos e pela Constituição, pois toda vez que o Estado abandona os parâmetros da legalidade, ele passa a se confundir com o próprio criminoso, sob o pretexto de combatê-lo. E não há pior forma de crime do que aquele organizado pelo Estado.
 Por fim, é fundamental que se diga que o movimento pelos direitos humanos tem uma agenda bastante mais ampla do que a questão dos direitos dos presos e dos suspeitos. Não seria incorreto dizer que hoje a maior parte das organizações que advogam pelos direitos humanosestão preocupadas primordialmente com outras questões, como o racismo, a exclusão social, o trabalho infantil, a educação, o acesso à terra ou à moradia, o direito à saude, a questão da desigualdade de gênero, etc. O que há de comum entre todas essas demandas é a defesa dos grupos mais vulneráveis. Embora os direitos humanos sejam direitos de todos, é natural que as ogrnaizações não-governamentais se dediquem à proteção daqueles que s
e encontram em oposição de maior fragilidade dentro de uma sociedade."

VIEIRA, Oscar Vilhena. "Três teses equivocadas sobre direitos humanos". In:Consórcio Universitário pelos Direitos Humanos (PUC-SP-USP, Columbia Universtiy) (org.) Manual de mídia e direitos humanos. São Paulo: Fundação Friedrich Ebert Stifung, 2001. pp. 75-77.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

O prazer do pensar.

 "Perguntar e buscar é precisamente a raiz de toda ação do ser humano: o compreender, decidir e fazer humanos sopõem a função ontologicamente prévia, do perguntar, isto é, têm a estrutura de resposta a uma questão (téorica ou prática). O ser humano torna tudo questionável: o seu perguntar não pode terminar nem se esgotar. Esta constatação experencial motra que o perguntar ilimitado constitui a dimensão ontológica fundamental do ser humano. 

 Neste horizonte, sem confins, do perguntar humano há uma questão que se revela como a mais vital e próxima da existência, e como implicitamente presente em todas as outras questões: a pergunta do ser humano sobre si mesmo, sobre o sentido da sua vida. 

 Em todo o ato de perguntar, pensar, decidir e fazer, o homem vive a experiência de existir e tem a certeza vivencial de ser-ele-prórprio, que implica a questão - 'que sou eu?. Nesta experiência originária, imanente a todo ato humano, o ser humano sente-se confrontado com a pergunta acerca de si mesmo; vive a sua existência como recebida e originada, como imposta e não escolhida por ele e, por isso, como implicativa da questão sobre sua origem: de onde venho? Simultaneamente (em todo o ato humano) o ser humano experimenta-se como projeto, como liberdade orieantada para o futuro desconhecido (ainda não acontecido), e esta experiência implica a pergunta - para onde vou? A questão da origem e a do futuro formam o signo interrogante, que abarca a totalidade da vida."


ALFARO, Juan. In AMADO, J. e outros, O prazer de pensar, Lisboa: Setenta, s/d, p.64-65

quarta-feira, 25 de março de 2020

Isolar para depois celebrar!


“Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.”
Salmos 126:1

  Nesse período de quarentena em que fomos submetidos, tive a oportunidade de rever muitas coisas. Entre elas, minhas leituras espirituais e minhas reflexões sob uma perspectiva cristã.
O primeiro texto que li foi esse do livro de Salmos. E como achei pertinente para nossos dias. Aqui estamos falando de um período em que o povo de Israel celebrava a liberdade depois do cativeiro babilônico. E isso me levantou duas reflexões.

1) A atitude do salmista ao descrever como eles estavam se sentindo, é a ação de quando saímos de alguma situação triste, ruim, chata. Ele escreve: “estávamos como os que sonham”. Ao sairmos de uma situação de isolamento, prisão, cativeiro, quarentena, é como se estivéssemos sonhando. Afinal, aquilo que é o real. E nem parece com a outra “realidade” que vivíamos.
  Platão define bem isso na sua alegoria da caverna. Ao sairmos da caverna, e olharmos tudo que é novo, tudo que é belo, tudo que é perfeito, estaremos assim vivendo o mundo inteligível, é essa sensação de felicidade, de alegria, se dá pelo simples fato que agora temos como viver uma vida plena.

2) Ainda no capítulo do texto em questão o autor escreve: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.” (v. 6)
Os judeus aprenderam que uma situação de tristeza e sofrimento pode nos ensinar a termos uma nova postura diante dos bons momentos. Fazendo algumas analogias e respeitando cada situação, podemos dizer o mesmo do nosso momento. Se estamos cumprindo com as orientações da OMS, em ficarmos isolados, se estamos cuidando uns dos outros ao vivenciar essa quarentena, mesmo que isso cause sensações ruins. Mesmo que isso nos traga tristeza e solidão. Estamos guardando a melhor parte para depois. Fazemos isso com a ideia da alegria que teremos em ver nossos amigos e familiares saudáveis e bem.
  Os epicuristas ensinavam que não devemos ter medo da morte, pois somente assim podemos viver uma vida plena e aproveitar cada momento. Não é pra correr pra morte, mas apenas entender que a vida é mais maravilhosa quando vivemos em totalidade.

Somente cumprindo com as orientações e crendo que em breve poderemos celebrar do mesmo jeito que o povo de Israel:
“Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico” (v.2).

Soli Deo Gloriae.
Naquele que defende ficarmos em casa para protegermos os mais vulneráveis,
Ítalo Colares.

sábado, 8 de junho de 2019

Como passar por um dia difícil...

Olá...

Muitos passam por dias bem complicados, dias difíceis... E não são poucos aqueles que conseguem se manter com a cabeça erguida e com os pensamentos em ordem e lúcidos. 

Geralmente somos afetados, e se algo de ruim acontece pela manhã cedo, pronto, isso é motivo para passarmos o resto do dia com baixo astral. 

Queria trazer algumas dicas de como passar por um dia complicado. 

1) Precisamos entender que momentos ruins podem acontecer... não é questão de azar, ou sorte. Mas é algo que pode acontecer com qualquer um. Você não é o escolhido do universo em ser o detentor de toda mazela... Lembre-se: coisas ruins acontecem com todo mundo e em todo tempo.

2) Por mais que pareça que a situação seja difícil, tenha em mente que em breve passa... Tudo passa, e assim devemos encarar os momentos ruins.

3) E lembre-se que você não está sozinho. Mesmo quando parece que os amigos estão distantes e que ninguém liga, não estamos sozinhos, sempre haverá alguém que vai ficar ao nosso lado.

4) Não esqueça de pedir ajuda... Ninguém que convive conosco possui o dom da clarividência... Fale, se expresse... diga o que está lhe incomodando... e assim fica mais fácil para as pessoas virem em nosso auxílio.

5) E lembre-se, por mais que você pense que os dias ruins são mais presentes que os dias bons, isso não é verdade... Agora, pare de prestar atenção e dar mais importância aos momentos ruins e viva e dê mais importância aos bons momentos!!!

Naquele que vive conosco os dias maus,
Soli Deo Gloriae!
Ítalo Colares.
 

sábado, 29 de dezembro de 2018

Palavra para 2019: RESISTÊNCIA


Sábado, 29 de dezembro de 2018.

Olá pessoas,

O ano de 2018 foi um ano conturbado, complicado e inúmeras vezes estressante... Um ano onde algumas máscaras caíram, e percebemos quem realmente nos apoia e respeita nosso jeito de ser. Percebemos o quanto a nossa sociedade é preconceituosa e altamente conservadora. Um ano onde os bons se calaram e os sábios se mantiveram neutros em várias ocasiões... E quando algum pensava em falar logo era silenciado por uma onda de reacionários insanos.

Enfim, não quero focar nas coisas ruins, apenas ter em mente que foi um ano difícil.... porém o que nos espera é um pouco mais complicado, teremos anos recheado de tudo que vimos em pouco tempo... e minha palavra para 2019 é RESISTÊNCIA.

Sim, iremos resistir, e não falo apenas na questão política, mas em todos os sentidos que esta palavra pode representar... 

Resistência como ação ou efeito de resistir, de não ceder nem sucumbir a nada e nem ninguém.

Resistência como aptidão para suportar dificuldades, seja qual for a natureza dessa dificuldade.

Resistência como qualidade de um corpo que reage contra a ação de outro corpo, seja por violência ou intimidação.

Resistência como defesa contra um ataque, principalmente diante de calúnias e mentiras que outros venham proferir.

Resistência como recusa de submissão à vontade de outrem; oposição, reação. Se posicionar diante do erro, da injustiça, da miséria e principalmente se for para defender o oprimido.

Resistência como forma de protesto diante das mazelas sociais, espirituais e principalmente aos mandos de autoridades que excluí o negro, o pobre, a mulher e o estrangeiro.

Enfim, resistência como sinal de humanidade. 

Naquele que resiste por nós, 
Ítalo Colares

Soli Deo Gloriae!


domingo, 8 de julho de 2018

O que é a vida?

Sempre me inquieto com tal pergunta. Afinal, desde dos tempos antigos a ideia de vida está associada com a sua capacidade de autoprodução. Ou seja, partindo de espontaneidade em que os seres vivos se movimentam, se alimentam, desenvolvem-se, reproduzem-se e assim, como um estágio final, morrem!

O filósofo grego Platão associava a alma com a vida. Porque afirmava que é próprio da alma a capacidade de "mover-se por si".

Já o seu discípulo Aristóteles compreendia que a vida é algo próprio dos seres vivos, sendo estes dotados de potências. Assim , a vida assume uma ideia de algo que sempre pode vir a ser. 

S. Tomás de Aquino afirmava que a vida é uma a substância que naturalmente se move ou se conduz de forma espontânea e assim age. 

É com os filósofos Descartes e Thomas Hobbes que a vida é pensada de forma mecanicista, comparando assim o ser vivo como uma máquina bem montada, especificamente o ser humano. 

E depois de tanta discussão, debates e concepções Bergson vem com uma ideia que traz uma certa lucidez para o questionamento na qual o título acima traz. O filósofo vai reconhecer como fonte da vida nada mais e nada menos do que a consciência. E ainda por cima a ideia de uma consciência criadora, que extrai de si mesma tudo o que produz. 

Assim a vida segue como um texto antigo, escrito em um dialeto que a cada dia se torna indecifrável. 

Assim, penso que a vida é aquele instante que valeu a pena ter nascido. 
É um pequeno suspiro de consciência, onde o ser que tem fôlego pode expressar: "Eu existo!"

A vida é a consciência do sujeito que olha para o semelhante e diz, não estou só!

A vida é o leve momento de consciência de ambos os sujeitos que tiveram em uma ação prazerosa mútua e assim ambos perceberem que juntos tiveram condições de sentir prazer. 

A vida é a consciência de cada fôlego, onde a existência de um pensamento constante impulsiona a matéria para agir.

A vida é esse mistério da consciência, onde cada um compreende como se vive e que só se vive aquela vida, apenas uma única vez.

Soli Deo Gloriae
Naquele que é Vida e nos fez ser vivo...

Ítalo Colares 
 

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Um pequeno lembrete sr. Trump

Olá presidente... Lhe tratarei com o mínimo de formalidade, já que suas ações não são condizentes com um chefe de estado, mas sim de um menino mimado que não sabe o que fazer com aqueles que são contrários aos seus posicionamentos.... 

O senhor se diz cristão, protestante e presbiteriano... É uma pena! Pois sempre pensei que os presbiterianos fossem mais racionais e conhecedores da Palavra de Cristo, pode ser que sejam, mas essa definição não é digna para o senhor.

Quero lhe apresentar alguns textos de um livro que orienta a prática cristã:

* Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo. - Mt 18:5

e lhe perguntaram: Não estás ouvindo o que estas crianças estão dizendo? Respondeu Jesus: Sim, vocês nunca leram: ‘dos lábios das crianças e dos recém-nascidos suscitaste louvor’? - Mt21:16.

Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele. - Mc 10:15

* Mas Jesus chamou a si as crianças e disse: Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. - Lc 18:16


Naquele que vê o sorriso de Deus no rosto de uma criança...
Ítalo Colares

sábado, 26 de maio de 2018

INTERTEXTO PARAFRASEADO

Peço permissão para parafrasear um texto do Bertolt Brecht:

INTERTEXTO PARAFRASEADO

Primeiro marginalizaram os estudantes e professores que protestavam
Mas não me importei com isso
Eu não era estudante e nem professor

Em seguida legitimaram pedaladas fiscais e outras arbitragens contábeis
Mas não me importei com isso
Eu também sonego imposto

Depois tiraram os investimentos da saúde, educação e programas sociais
Mas não me importei com isso
Porque eu tenho plano de saúde, pago educação particular e não preciso do governo.

Depois retiraram grande parte dos direitos trabalhistas e da aposentadoria
Mas como sou profissional liberal e não vou me aposentar tão cedo
Também não me importei

Agora estão aumentando a gasolina
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Nenhum governo se importa comigo.